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quarta-feira, 11 de julho de 2018

A Escolha de Paulo Apóstolo

Bispo Márcio Silva


Certo dia, rumo a Damasco, ele teve um encontro com Jesus. "Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer" (Atos 9: 3-6).
Depois deste encontro ele recebeu a missão de anunciar o evangelho aos gentios. Passou de um grande perseguidor da igreja para um grande defensor da fé (Gálatas 1:23-24).
Paulo experimentou uma grande mudança em sua vida. Muitos atribuem toda essa mudança a aparição de Jesus. Certamente Jesus teve um papel muito importante nessa transformação, mas não foi o único responsável.
Paulo também teve a responsabilidade de tomar uma decisão em relação a Cristo. Ele teve que escolher entre obedecer ou não a vontade de Deus.
Quando Jesus lhe, ordenou: “... levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer...”Paulo escolheu obedecer. Levantou-se e entrou na cidade. Deus continua transformando vidas e deixou tudo o que precisamos saber registrado nas escrituras. Agora cabe a nós, assim como Paulo, tomar uma decisão em relação a Cristo. Você está disposto a obedecer?
Paulo introduz uma frase de um primitivo hino cristão ou obra didática, usando uma fórmula de introdução que é a frase Fiel é esta palavra,” sublinhada pela adição de e digna de toda a aceitação,” Paulo obviamente pretende fazer uma declaração impor­tante. A afirmação de que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores representa não apenas do evan­gelho de Paulo, mas de todo o ensino cristão. Ela reflete as palavras do próprio Jesus (Mc 2:17; Lc 19:10). Embora não tenhamos o texto completo do hino para nos ajudar a interpretá-lo, a ideia que Paulo expressa é muito clara: o evangelho é universal. Cristo não veio apenas para salvar as "ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 15:24); ele veio para salvar todos os homens.
Paulo se oferece como exemplo por excelência da obra da graça de Deus. Embora sendo o principal dos pecadores, o exemplo máximo, Deus o escolhera para executar um ministério em seu pla­no salvador. Por um ato de misericórdia ele o escolhera. Em Romanos 2:4 e 9:22, Paulo apresenta Deus como fonte de paciência ou longanimidade. Em outras passagens, ele relaciona-a entre as virtudes que os crentes precisam praticar (Gl 5:22; Ef 4:2; Cl 1:11; 3:12; II Tm 4:2). Obvia­mente, ele não faz distinção entre Cristo e o Pai com respeito ao ato de salvação. Toda a sua longanimidade reflete uma expressão idiomática paulina especial (cf. "Todo o gozo e paz", em Rm 15:13, e "com todo o gozo", em Fp 2:29). Cristo escolheu Paulo como exem­plo, um esboço que ajudasse outros a crerem nele e, desta forma, receberem a vida eterna. Frequentemente Paulo se apresenta como exemplo que ajuda os outros a imitarem Cristo e exorta os outros a se tornarem exem­plos. Toda a sua narrativa aqui tem o objetivo de nos lembrar que o nosso testemunho pessoal é ainda o melhor testemunho do evangelho.
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quarta-feira, 4 de julho de 2018

O Coração Disposto de Esdras

Bispo Márcio Silva


“Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.” Esdras 7.10
O sacerdote Esdras conduziu um grupo de judeus da Babilônia para Jerusalém em 458 a.C. Os babilônicos tinham levado muitos judeus para o cativeiro entre 605 e 586 a.C. Aos poucos, muitos dos descendentes destes voltaram para Israel. Zorobabel conduziu o primeiro grupo no início do império persa (cerca de 536 a.C.). Quase 80 anos depois, Esdras voltou com um grupo menor.
Durante as duas gerações entre Zorobabel e Esdras, vários problemas apareceram entre os judeus que voltaram. Alguns problemas eram políticos, mas sempre devidos às fraquezas espirituais do povo. Esdras era sacerdote, descendente de Arão. Era "escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel" (Esdras 7:6). Voltou à Jerusalém para ensinar o povo e para ornar o templo que foi construído na época de Zorobabel.
A atitude de Esdras descreve bem a disposição que cada cristão deve mostrar no serviço ao Senhor: "Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos" (Esdras 7:10). Esse servo se ofereceu ao serviço de Deus com coração disposto. Mas, um coração bom precisa ser aplicado com toda reverência e respeito para com Deus. Observe as três coisas que Esdras fez:
1. Antes de mais nada, Ele tinha um coração disposto para buscar a Lei de Deus. Para Esdras, o estudo das Escrituras não foi um mero exercício acadêmico. Ele não olhava para os livros da Lei como regras de homens, nem como instruções impessoais. Ele respeitou a palavra revelada como a Lei do próprio Senhor.
 2. Cumpriu a Lei. 3. Ensinou a Palavra
Ele tinha um coração disposto a ensinar a palavra de Deus. Armado de conhecimento da Lei e do bom caráter de um homem fiel, Esdras estava preparado e disposto a ensinar a Lei aos outros. Quando ele enfrentou situações difíceis, ele não seguiu seus próprios sentimentos, nem a opinião popular. Ele agiu conforme a vontade de Deus.
O escriba e sacerdote Esdras nos serve como excelente exemplo. Cada cristão deve imitar a atitude dele. Com corações dispostos, devemos buscar, cumprir e ensinar a palavra de Deus.
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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Jesus, alerta! sobre o fim dos tempos

Bispo Márcio Silva

Jesus havia dito que os seus seguidores passariam por aflições (Jo 16.33), seriam odiados pelo mundo e alguns até morreriam pela fé em Cristo (Hb 11.37-38), esta passagem traz uma citação de Daniel sobre o “abominável da desolação”, segundo os estudiosos houve um cumprimento de Daniel quando Antíoco Epifânio sacrificou uma porca no altar de Jerusalém, mas que teria um cumprimento futuro com a vinda do Anti-Cristo que tentaria se colocar no lugar de Cristo (Dn 11.36-37), faria obras sobrenaturais à vista dos homens (Ap 13.13) para enganar e seduzir as nações (Ap 13.14), na verdade esta passagem fala das perseguições sofridas pelos cristãos daquela época e pode também ser aplicada aos cristãos que sofrem na atualidade e que sofrerão ainda por causa do nome de Cristo e a forma com Deus age nestas tribulações, bem como a forma com o crente deve reagir a tudo isto. Sobre esta passagem iremos extrair algumas verdades com base no tema abaixo.
 14 Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; [15] quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa; [16] e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. [17] Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! [18] Orai para que isso não suceda no inverno”. Marcos 13.14-18
Esta mensagem tratou de extrair algumas verdades para a nossa vida, vimos que: Primeiro, O CRENTE PASSA POR TRIBULAÇÃO NESTA VIDA; Segundo, O CRENTE É GUARDADO POR DEUS NESTA VIDA; Terceiro, O CRENTE PRECISA FICAR ALERTA CONTRA O ENGANO NESTA VIDA. Cuidado com as mensagens que te convidam para ser crente dizendo que seus problemas sumirão automaticamente, a Bíblia não diz isso, ela fala que passamos por tribulações e lutas, bem como diz que Deus está conosco nas lutas e dificuldade, fiquemos alertas contra os falsos mestres e falsos profetas que tentam enganar massageando nosso ego. Tome cuidado com tudo isso. Porém, quero dizer a você que viver com Cristo é a melhor coisa que pode acontecer na vida do ser humano, pois mesmo tendo lutas, nosso coração tem paz!
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quarta-feira, 20 de junho de 2018

A história de uma grande mulher

Bispo Márcio Silva


Rute: 1:1-18
Diante de tantas tragédias pessoais, Noemi decidiu buscar refúgio em seu próprio povo voltando para as terras de Israel (Rt 1:6). Ao comunicar sua mudança de volta para seu povo à suas noras, Noemi se surpreendeu ao se deparar com a decisão de uma delas. Enquanto Orfa decidiu permanecer em sua terra, Rute resolveu acompanhar Noemi em sua jornada. Mesmo quando Noemi insistiu para que ela ficasse, estas foram as suas palavras:
“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.” Rt 1:16-17 
Noemi não foi esquecida por Deus. Rute, sua nora, foi levantada por Deus para ajudar Noemi. Rute deixou sua família e sua terra e adotou a cultura e religião de Noemi e do seu povo. Noemi não tinha materialmente nada para oferecer a Rute, mas Rute se tornou sua aliada fiel. Em Noemi e Rute, vemos um grande exemplo de bom relacionamento que Rute tinha com sua sogra e tinha também um grande sentimento de amizade e devoção pela por ela.
Rute preservou sua fé no Deus de Noemi apesar das circunstancias. Era pobre, mas assumiu uma postura de sustentar sua sogra. A conduta de Rute em favor da sogra encantou Boaz com quem ela veio a se casar.
Meu irmão, enquanto você trabalha no andar debaixo, Deus trabalha no andar de cima. Saia do cobertor do sofrimento “Oh vida, Oh azar” pois assim você nunca fará uma nova história. A vida não é só de turbulência e nem é só feita de sofrimentos. “Não há sol que sempre dure e nem tempestade que nunca passe”.
Vimos aí a tempestade que caiu sobre Noemi mas, agora, vemos as bênçãos derramadas em sua vida.
Devemos sempre ser gratos ao Senhor e confiar nas inúmeras promessas que existem na Sua Palavra.
É nestes momentos que sentimos as mãos do Senhor nos amparando e nos levantando.
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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Oração sacerdotal de Jesus

Bispo Márcio Silva

Jesus deseja que sua unidade com seu Pai contagie os discípulos e se espalhe por toda a Igreja em todos os tempos. Não é a unidade organizacional, denominacional, institucional, mas orgânica, a unidade do corpo vivo de Cristo.
Jesus termina sua intercessão afirmando que o mundo não conheceu ao Pai, mas os discípulos o conheceram, através do Filho. Ele declara que ainda vai revelar o Pai com mais intensidade aos discípulos, e, por extensão, ao mundo, em seu último e decisivo ato messiânico na cruz. Seu desejo final e mais relevante é que o amor de Deus esteja nos discípulos e em todos os que nele crerem. Antes de exigir dos salvos obediência às suas próprias regras, leis, estatutos e juízos, ele quer que seu amor transborde neles para que possam “cumprir espontânea e prazerosamente todos os seus preceitos”.

A parte que nos cabe, então, é seguir o exemplo dado por Jesus e aplicar esta lição à nossa vida intercedendo pela verdade e pela santidade, pela missão evangelizadora e pela unidade espiritual da Igreja de Cristo.

De fato, é impressionante a oração feita por Jesus em João capitulo 17. Momentos antes da pior hora, a hora do gemido, da dor, da morte, ele deixa sair do fundo de sua alma, palavras profundas, emocionantes, vibrantes, que enchem nossos corações de esperança.

Sua íntima comunhão com o Pai é manifestada como o modelo para a nossa comunhão uns com os outros e com eles.
Sua eterna unidade com o Pai é revelada como o molde da nossa comunhão com os salvos e com eles.
Sua misericordiosa compaixão para com os ainda não salvos é a inspiração para o nosso mover em direção a estes, repartindo-lhes o Pai e o Filho.
Que as profundas e ricas palavras de Jesus nessa extraordinária oração entrem profundamente em nossos corações e transformem nossa vida substancialmente.
Amém!
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quarta-feira, 6 de junho de 2018

O que significa ter temor a Deus?

Bispo Márcio Silva

“O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte” (Provérbios 14:27).
Cada pessoa tem a opção de buscar o conhecimento de Deus para aumentar o seu temor do Senhor: “Vinde, filhos, e escutai-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR” (Salmo 34:11). Da mesma maneira, podemos rejeitar este entendimento e desprezar o temor de Deus: “O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.... Porquanto aborreceram o conhecimento e não preferiram o temor do SENHOR” (Provérbios 1:7,29).
Esse respeito para com Deus é essencial para o crescimento da igreja, como observamos na igreja primitiva (Atos 9:31). Pessoas que já conhecem a palavra e demonstram o temor do Senhor, naturalmente falarão a outros, oferecendo-lhes a mesma esperança (2 Coríntios 5:11).
Provérbios 1:7 declara: "O temor do SENHOR é o princípio do saber...". Até compreendermos quem Deus é, e até desenvolvermos um temor reverencial a Ele, não podemos obter sabedoria verdadeira. Sabedoria verdadeira tem sua origem apenas na compreensão de quem Deus é, que Ele é Santo, justo e correto. Deuteronômio 10:12, 20-21 afirma: "Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma... Ao SENHOR, teu Deus, temerás; a ele servirás, a ele te chegarás e, pelo seu nome, jurarás. Ele é o teu louvor e o teu Deus, que te fez estas grandes e temíveis coisas que os teus olhos têm visto." O temor de Deus é a base para andarmos em Seus caminhos, e para servirmos e amarmos a Ele.

Os crentes não devem ter "medo" de Deus. Não há nenhuma razão para que tenhamos medo dEle. Temos a Sua promessa de que nada pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8:38-39). Temos a Sua promessa de que Ele nunca vai nos deixar ou nos abandonar (Hebreus 13:5). Temer a Deus significa ter uma reverência por Ele tão grande, que vai certamente influenciar como vivemos nossas vidas. Temer a Deus é respeitá-lO, submeter-se a Ele e louvá-lO com admiração.
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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Parábola do bom samaritano

Bispo Márcio Silva


 “Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?” (Lucas 10. 29).
Essa parábola originou-se da pergunta de um intérprete da lei um advogado e também religioso, que buscava testar Jesus.
Buscando responder a essa pergunta, Jesus conta uma história: O cenário dessa parábola é o caminho entre Jerusalém e Jericó. Um homem, viajando por esse caminho, veio a ser interceptado por bandidos que, depois de o roubarem, ainda o deixaram gravemente ferido.
Três personagens são inseridos por Jesus na história: Um sacerdote, um levita e um samaritano. O sacerdote e o levita eram religiosos que estavam descendo de Jerusalém, o que indica que provavelmente voltavam de cultuar a Deus, já que o templo de adoração dos judeus ficava em Jerusalém.
Esperava-se deles que fossem praticantes da palavra de Deus, pois a conheciam. Eles sabiam o que tinham de fazer. Já o samaritano era considerado pelos judeus uma pessoa de segunda qualidade, indigna, pois eram inimigos. O detalhe da história é que o sacerdote e o levita nem ligam para o homem que acabara de ser assaltado e agredido, mas o samaritano faz de tudo para salvar esse homem.

Jesus critica aqui a falsa religiosidade. A falsa religiosidade é o ato de apenas ter uma religião, praticar rituais ou aparentar ser um crente. É a hipocrisia, a falsidade. O sacerdote e o levita deveriam exercitar seu amor por alguém que precisava, já que tinham o conhecimento da vontade de Deus.
O samaritano, que era visto tradicionalmente como o "bandido", desprezado, de raça mestiça e de religião profana, presta amorosos cuidados ao judeu ferido. E corre o risco de também ser assaltado e ferido por ladrões.
Ele move-se de íntima compaixão, pois tinha à sua frente um semelhante em perigo de morte, isso foi bastante para que detivesse o seu caminho e usasse de misericórdia para com o judeu ferido.
Majestosamente em seu ensinamento, o Mestre termina a parábola do bom samaritano, levando o escriba doutor da lei a concluir por si mesmo a moral que encerrava esta linda história.
O doutor da lei, não pôde deixar de reconhecer o ensinamento de Jesus, o Mestre tinha desbaratado as primeiras intenções do escriba.
E este doutor da lei estava deveras preso na sua religiosidade exacerbada. Bastava em sua resposta dizer que o próximo do judeu ferido foi o samaritano, mas o escriba no seu odioso preconceito religioso, não consegue dizer "foi o samaritano".
O principal do ensinamento de Jesus, não é determinar quem é o nosso próximo, mas que nós venhamos a nos conscientizar de que devemos fazer o bem a todos, sem distinção de raça, credo ou religião.
Não podemos deixar de ver, e ignorar a dificuldade do nosso irmão. Precisamos ajudar, fazer o bem a todos.
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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Paradoxos aparentes - Fé ou Obras?

Bispo Márcio Silva.

"A salvação é somente pela fé ou mais as obras?" Sou salvo apenas por crer em Jesus ou tenho que crer em Jesus e fazer certas coisas?
Um exemplo disto é que Paulo ensina em Gálatas 3:6 que "Abraão creu em Deus, e isto lhe foi imputado para justiça" (Gálatas 3:1-5; Romanos 4:2) enquanto Tiago diz, em Tiago 2:21, "Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque?"
Afinal de contas, como Abraão foi salvo? Ou ainda, como qualquer pessoa pode ser salva? Por fé ou por obras? A alternativa que muitas pessoas escolhem diante de desafios como este é ficar apenas com uma parte do ensinamento, geralmente aquele que representa menor dificuldade para praticar. Neste caso, muitos têm defendido que basta um ato de pura fé, sem obra alguma, para uma pessoa ser salva.
Esta talvez seja a mais importante pergunta em toda a Teologia Cristã. Esta pergunta motivou a Reforma: a separação entre a igreja Protestante e a igreja Católica.

Compare Romanos 3:28, 5:1 e Gálatas 3:24 com Tiago 2:24. Há quem veja uma diferença entre Paulo (a Salvação é somente pela fé) e Tiago (a Salvação é pela fé mais as obras). Na verdade, Paulo e Tiago, de maneira alguma, discordam entre si. O único ponto de discordância que alguns afirmam existir é a respeito da relação entre fé e obras. Paulo diz que a justificação se dá somente pela fé (Efésios 2:8-9) enquanto Tiago aparentemente está dizendo que a justificação é pela fé mais as obras. Este aparente problema é resolvido ao examinarmos com precisão sobre o que discorre Tiago. Tiago está negando a crença de que a pessoa possa ter fé sem produzir quaisquer boas obras (Tiago 2:17-18). Tiago está enfatizando o argumento de que a fé genuína em Cristo produzirá uma vida transformada e boas obras (Tiago 2:20-26). Tiago não está dizendo que a justificação se dá pela fé mais as obras, mas, ao invés disso, diz que a pessoa que é verdadeiramente justificada pela fé produzirá boas obras em sua vida. Se uma pessoa afirma ser crente, mas não produz boas obras em sua vida - então ela provavelmente não tem fé genuína em Cristo (Tiago 2:14, 17, 20, 26).

Paulo escreve o mesmo. O bom fruto que os crentes devem produzir em suas vidas é citado em Gálatas 5:22-23. Logo depois de nos dizer que somos salvos pela fé, não por obras (Efésios 2:8,9), Paulo nos informa que fomos criados para as boas obras (Efésios 2:10). Paulo espera tanto de uma vida transformada quanto Tiago. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17)! Tiago e Paulo não discordam em seus ensinamentos sobre a salvação. Eles abordam o mesmo assunto sob diferentes prismas. Paulo simplesmente enfatizou que a justificação vem somente pela fé enquanto Tiago enfatizou o fato de que a fé em Cristo produz boas obras.
Neste caso, é fácil perceber que Paulo e Tiago estão dizendo a mesma coisa, embora com ênfases diferentes. Para Paulo, a questão é que Abraão não teve uma vida sem desvios a ponto de conquistar a salvação. Como todos os homens, ele pecou em algum momento (Romanos 3:23) e não tinha as obras perfeitas. Logo, ele foi salvo pela fé! Para Tiago, a questão é que foram as obras de Abraão em especial o quase sacrifício de Isaque que provaram a sua obediência até o fim, demonstrando que sua fé era viva.
Tiago e Paulo também ensina que a fé sem obras é morta e pessoas que vivem assim não serão salvas.
Devemos escolher entre a confissão sem as obras? ou somente pela fé? Bom é certo de que cada um de nós comparecerá perante o tribunal de Cristo para sermos julgados de acordo com nossas obras (2 Coríntios 5:10).

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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Moisés, modelo para nós

Bispo Márcio Silva


"E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" (2 Coríntios 3:1-18).
Este texto destaca comparações e contrastes entre nós e Moisés. Nós, como Moisés, contemplamos o Senhor com a face desvendada. E, como ele, nosso rosto é transformado e começa a luzir com a glória do Senhor. Isto não é físico, em nosso caso, mas representa a radiante transformação espiritual que experimentamos. Cada cristão, em certo sentido, repete as experiências de Moisés.
 
Há diferenças entre nós e Moisés. 1. Diferente da situação dos israelitas, todo discípulo hoje contempla o Senhor. Nos dias do Sinai, somente o guia, Moisés, viu-o. O povo, por causa da culpa do pecado, era incapaz de contemplar o Senhor, ou de ver o resplendor da face de Moisés. Agora que a culpa dos pecados do cristão foi perdoada por Cristo, ele pode contemplar a glória de Deus na face de Cristo (4:6) e ansiosamente antever a contemplação final da glória do Senhor no céu (João 17:24). 2. Também, diferente de Moisés, nosso rosto não deve ser vendado. A luz de Cristo dentro de nós não deve ficar escondida; antes, outros devem ver a glória do Senhor refletida em nossa 'face', em nosso caráter. 3. Finalmente, somos diferentes de Moisés no fato que a glória de Moisés desvaneceu, e a nossa deve intensificar "de glória em glória"
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